segunda-feira, 31 de janeiro de 2011


Tantas vezes chorei e você nem ligou
Chorei porque, disse para mim que por outra pessoa se apaixonou
Agora sinto que quando esteve comigo
Só pensava naquele amor que acabou perdido
Que te fez sofrer e chorar no meu ombro
Fez a solidão sair dos escombros
De um coração ferido
E nossa amizade acabou virando um sentimento desconhecido
Acho que era desconhecido apenas por nós
Depois percebi que havia dentro de mim um sentimento feroz
Do qual eu não iria esquecer tão facilmente
Mas você não sentia o mesmo, infelizmente
Hoje, tento me libertar da solidão
E juntar os pedaços da minha alma, que nunca se juntarão

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

ODE A UM ROUXINOL - JOHN KEATS

I
Meu peito dói; um sono insano sobre mim
Pesa, como se eu me tivesse intoxicado
De ópio ou veneno que eu sorvesse até o fim,
Há um só minuto, e após no Letes me abismado:
Não é porque eu aspire ao dom de tua sorte,
É do excesso de ser que aspiro em tua paz –
Quando, Dríade leve-alada em meio à flora,
Do harmonioso recorte
Das verdes árvores e sombras estivais,
Lanças ao ar a tua dádiva sonora.

II
Ah! um gole de vinho refrescado longamente
Na solidão do solo muito além do chão,
Sabendo a flor, a seiva verde e a relva quente,
Dança e Provença e sol queimando na canção!
Ah! uma taça de luz do Sul, plena e solar,
Da fonte de Hipocrene enrubescida e pura,
Com bolhas de rubis à beira rebordada
Nos lábios a brilhar,
Para eu saciar a sede até chegar ao nada
E contigo fugir para a floresta escura.

III
Fugir e dissolver-me, enfim, para esquecer
O que das folhas não aprenderás jamais:
A febre, o desengano e a pena de viver
Aqui, onde os mortais lamentam os mortais;
Onde o tremor move os cabelos já sem cor
E o jovem pálido e espectral se vê finar,
Onde pensar é já uma antevisão sombria
Da olhipesada dor,
Onde o Belo não pode erguer a luz do olhar
E o Amor estremecer por ele mais que um dia.

IV
Adeus! Adeus! Eu sigo em breve a tua via,
Não em carro de Baco e guarda de leopardos,
Antes, nas asas invisíveis da Poesia,
Vencendo a hesitação da mente e os seus retardos;
Já estou contigo! suave é a noite linda,
Logo a Rainha-Lua sobe ao trono e luz
Com a legião de suas Fadas estelares,
Mas aqui não há luz,
Salvo a que o céu por entre as brisas brinda
Em meio à sombra verde e ao musgo dos lugares.

V
Não posso ver as flores a meus pés se abrindo,
Nem o suave olor que desce das ramagens,
Mas no escuro odoroso eu sinto defluindo
Cada aroma que incensa as árvores selvagens,
A impregnar a grama e o bosque verde-gaio,
O alvo espinheiro e a madressilva dos pastores,
Violetas a viver sua breve estação;
E a princesa de maio,
A rosa-almíscar orvalhada de licores
Ao múrmuro zumbir das moscas do verão.

VI
Às escuras escuto; em mais de um dia adverso
Me enamorei, de meio-amor, da Morte calma,
Pedi-lhe docemente em meditado verso
Que dissolvesse no ar meu corpo e minha alma.
Agora, mais que nunca, é válido morrer,
Cessar, à meia-noite, sem nenhum ruído,
Enquanto exalas pelo ar tua alma plena
No êxtase do ser!
Teu som, enfim, se apagaria em meu ouvido
Para o teu réquiem transmudado em relva amena.

VII
Tu não nasceste para a morte, ave imortal!
Não te pisaram pés de ávidas gerações;
A voz que ouço cantar neste momento é igual
À que outrora encantou príncipes e aldeões:
Talvez a mesma voz com que foi consolado
O coração de Rute, quando, em meio ao pranto,
Ela colhia em terra alheia o alheio trigo;
Quem sabe o mesmo canto
Que abriu janelas encantandas ao perigo
Dos mares maus, em longes solos, desolado.

VIII
Desolado! a palavra soa como um dobre,
Tangendo-me de ti de volta à solidão!
Adeus! A fantasia é véu que não encobre
Tanto como se diz, duende da ilusão.
Adeus! Adeus! Teu salmo agora tristemente
Vai-se perder no campo, e além, no rio silente,
Nas faldas da montanha, até ser sepultado
Sob o vale deserto:
Foi só uma visão ou um sonho acordado?
A música se foi – durmo ou estou desperto?

sábado, 15 de janeiro de 2011

Com você

O instante em que te conheci
foi o momento exato
em que eu percebi,
minha vida, até esse momento, foi um nada

Um detalhe em seu olhar
o brilho do seu sorriso
fez-me suspirar
fez-me ver que é você quem eu preciso

Os poucos instantes que com você eu havia vivido
fizeram-me entender
que antes que eu pudesse viver
eu havia morrido

Com você eu pude renascer
saber que eu podia ser feliz
esquecer o que, no meu coração, deixou cicatriz
e com isso poder realmente amadurecer

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Saudade




Sinto saudade
daquele tempo que passou
que você tinha vontade
de ficar comigo e dizia que em mim pensou


Sinto saudade e lembro-me da sua partida
você fazia-me rir por besteiras
e fazia da vida
uma eterna brincadeira


Sinto saudade daqueles bons momentos
que fizeram-me ver que te amava
e que ainda está comigo em meus pensamentos


Hoje, só resta-me saudade
de um amor que queimava
no coração de quem foi feliz de verdade.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Hoje...

Hoje é um daqueles dias em que estou me sentindo terrivelmente só. Há momentos em que eu até gosto da solidão, mas hoje não, estou sentindo um peso sob mim, que me puxa para baixo, para um lugar desconhecido onde vou ficar para sempre na solidão, perdida em pensamentos ruins. Eu estou sendo repetitiva nos meus posts, mas isso que eu sinto, posso compartilhar apenas aqui. Acho que já escrevi que não com quem conversar, acho que fiz esse blog  para eu não me sentir tão sozinha e, por algum motivo, que não sei explicar, escrever me ajuda bastante. Sinto-me como uma bomba que está prestes à explodir, meus sentimentos estão fazendo com que me sinta assim.
Muitas vezes, acho que não preciso de ninguém e, isso tem um fundo de verdade, mas tem momentos em que eu preciso de um amigo por perto para eu desababar, colocar minhas aflições para fora. Não tenho ninguém para fazer isso por mim, então jogo todos os meus sentimentos nesse blog, que me ajuda a continuar vivendo.

sábado, 1 de janeiro de 2011

1º post de 2011



É, sou um pouco solitária. Todos estão comemorando a chegada do novo ano e eu estou aqui na frente do PC, mas não é porque eu queira ficar assim, é porque eu já comecei o ano com o "pé direito"! Estou com uma super gripe, que apareceu de uma hora pra outra e por causa disso não consigo dormir e não posso sair de casa. Meus amigos ainda reclamam porque eu sou pessimista, mas começando assim quem não é! Será que este ano será tão terrível quanto 2010? Espero que não! Agora é bola pra frente, seguir meu caminho e repetir o 3º ano (outra desgraça na minha vida! rs'). O jeito é esperar pra ver se este ano será ruim ou não, infelizmente não dá pra prevê o futuro, mas se desse, acho que a vida seria mais tediosa do que ela é.